Eu sou uma pessoa que tem a sensibilidade muito a flor da pele.
Quem me conheçe há algum tempo sabe que não sou de seguir o mesmo barco de todos, de concordar com a maioria ou coisas do tipo. Não é porque eu sou implicante ou quero aparecer, mas simplesmente porque esse sou eu. Vem da criação, do que eu acho certo ou não, dos valores, da dignidade. Tenho que concordar com o que as pessoas gritam e bater palmas pra idiotices que vejo só porque muitas das pessoas que fazem isso são minhas amigas? Não.
Tenho muitos amigos que namoram há anos, dizem que amam - pelo menos quando estão na frente da namorada ou de amigas dela - e olham babando pra primeira bunda que passa rebolando na sua frente. Eu implicava, falava mesmo na cara de quem quisesse ouvir que isso é ridículo e que eu, que também sou homem, nunca fiz coisas do tipo. Eu simplesmente não preciso disso. É difícil entender?
Mas isso era antes. Preciso retornar alguns passos e me justificar quanto a muitas coisas, porque parece que tô a cada dia traindo o que sempre acreditei. Falava e implicava muito com as pessoas, com aqueles que eu considerava amigos. Mas com o tempo, essas pessoas foram indo, indo e indo. Umas casando e deixando os amigos de lado, é clássico e sempre acontece (e ainda conseguem ser felizes assim?), outras brigando por besteira ou simplesmente porque não vão com a cara de um amigo em comum.. Enfim.. E daí vi que se continuasse a implicar tanto, terminaria sem ninguém do meu lado. E é quase assim que acontece. As pessoas tem um medo horrível de ficarem sozinhas. Eu não. Medo nenhum. Talvez tenha me acostumado, sei lá. Mas gosto. E não vejo lado ruim algum nisso. Tanta coisa pra sentir medo e as pessoas perdendo seu tempo com isso..
Sou o pior tipo de covarde: Aquele que não tem medo.
Fiz amigos nesses últimos 3 anos, desde setembro de 2006, que nunca imaginei que faria. Foram e estão sendo os melhores de todos. Aprendi na escola da vida coisas incríveis que não troco por nada. Nem por beijos de namorada, nem por prazer temporário que dá de obter na cama. Mas não quero mudar a opinião de ninguém. Eu sou assim como um porco é um porco. Não dá de mudar.
Andei meses atrás, com sérios problemas de ser sincero. Mas andei treinando e tô me saindo muito bem. Metas tenhos muitas: Fazer mais amigos, escrever mais - que é o que mais eu gosto de fazer -, trabalhar menos, pensar menos. E é simples. Nada de papo de livro de auto-ajuda. É simples. Não sei que parte do "-É simples", algumas pessoas não entendem.
As pessoas são muito bobas. Não sabem ler os códigos e sinais da vida. Pra que brigar se no fundo pensamos igual? E não são as brigas que contam, mas pra que servem essas brigas. Porque a vida ensina, mas só aprende quem reflete.